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ESG na Prática: Como Empresas Podem Integrar Sustentabilidade e Governança

O termo ESG — sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) — vem ganhando cada vez mais espaço no mundo dos negócios. Mais do que uma tendência, o ESG é uma abordagem estratégica que impulsiona valor, reputação e longevidade das empresas.

Mas afinal, como colocar o ESG em prática dentro da realidade das organizações? A seguir, destacamos ações concretas que podem ser aplicadas mesmo por pequenas e médias empresas.

1. Pilar Ambiental: A sustentabilidade começa nas pequenas atitudes

O pilar ambiental envolve a forma como a empresa interage com o meio ambiente. Isso inclui gestão de resíduos, consumo de energia, uso de recursos naturais e emissão de carbono.

Na prática, algumas ações são:

  • Substituição de lâmpadas comuns por LED e equipamentos com selo de eficiência energética;
  • Implantação de coleta seletiva e reciclagem no escritório;
  • Redução do uso de papel, com adoção de processos digitais;
  • Incentivo ao uso de transportes sustentáveis pelos colaboradores.

Essas medidas demonstram responsabilidade ecológica e ainda podem gerar economia operacional.

2. Pilar Social: Valorizar pessoas e a comunidade ao redor

O pilar social está relacionado à forma como a empresa se relaciona com colaboradores, fornecedores, clientes e com a sociedade.

Boas práticas incluem:

  • Garantia de condições dignas de trabalho e diversidade no ambiente corporativo;
  • Investimento em capacitação e bem-estar dos colaboradores;
  • Apoio a projetos sociais e ações em comunidades locais;
  • Relacionamento ético e transparente com todos os públicos.

Empresas que se preocupam com o aspecto social constroem reputações mais sólidas e duradouras.

3. Pilar Governança: Transparência e ética como base do negócio

A governança corporativa envolve os mecanismos de controle, ética, conformidade e tomada de decisão dentro da empresa. É a base que sustenta a credibilidade da organização.

Implementações práticas incluem:

  • Criação de um código de conduta e ética empresarial;
  • Definição clara de responsabilidades e estrutura de liderança;
  • Adoção de controles internos e políticas de compliance;
  • Prestação de contas com relatórios financeiros e indicadores ESG.

A boa governança evita riscos legais, fortalece a confiança dos investidores e prepara a empresa para crescer com solidez.

4. A importância da mensuração e da transparência

Não basta apenas implantar ações ESG — é essencial medir resultados e comunicar avanços. Indicadores como consumo de energia, diversidade de equipes, número de treinamentos realizados e ações comunitárias devem ser acompanhados e reportados.

Além disso, há ferramentas e frameworks que auxiliam na gestão ESG, como o GRI (Global Reporting Initiative) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

5. O papel da contabilidade na jornada ESG

A contabilidade desempenha um papel estratégico na implementação e consolidação das práticas ESG. Por meio de uma gestão financeira estruturada e do registro adequado das informações, é possível dar transparência às ações e mensurar seus impactos reais.

Veja como a contabilidade contribui:

Organiza e valida os dados financeiros e não financeiros relevantes para relatórios ESG;

✅Apoia a mensuração de indicadores como investimentos em sustentabilidade, projetos sociais e compliance;

✅Garante que os relatórios estejam em conformidade com normas e padrões nacionais e internacionais;

✅Auxilia na identificação de riscos e oportunidades ligadas à sustentabilidade;

Promove a integração entre as estratégias ESG e o planejamento financeiro da empresa.

Ou seja, o contador deixa de ser apenas um profissional de obrigações fiscais e passa a ser um aliado na tomada de decisões conscientes, sustentáveis e responsáveis.

Conclusão: ESG é uma jornada estratégica

Integrar ESG à rotina empresarial não exige grandes investimentos de início, mas sim comprometimento, planejamento e coerência nas ações. Nesse processo, a contabilidade deixa de ser apenas um instrumento de controle e se torna uma aliada estratégica na construção de negócios mais éticos, sustentáveis e transparentes. Em um mercado que valoriza cada vez mais propósito e responsabilidade, é a combinação entre números e valores que define o verdadeiro sucesso.

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